domingo, 18 de outubro de 2009

Historias do Rio I

Chegar em casa e ver o cristo de braços sempre abertos a te receber.
Caminhar pelo calçadão altas horas, observar o movimento do mar sendo acariciado pelas luzes da cidade é exuberante. Caminhar sobre a areia úmida e gelada e saber que sua casa esta a seus pés mais uma vez.
Olhar os ônibus a passar pela Vieira, ao cruzar a Nossa Senhora e entrar na Epitácio. Observar a Lagoa de águas calmas, seguir no Rebouças até a Lapa. Caminhar ate o Baixo e ser celebridade entre as celebridades. Sentar no mesmo bar e ser atendida pelo mesmo garçom.
A meu Rio e tantos sobre ti já relataram, sobre ti criaram as mais belas poesias, sobre ti enriqueceram a cultura e seus bolsos. Sobre ti foram amados e amantes, foram reis e donzelas, príncipes e bandidos, ricos e pobres. Somos a cidade, a mistura perfeita entre beleza, boemia e diversão. Somos a riqueza e a pobreza que sobre as areias se tornam imperceptíveis. Andamos de pés descalços sobre as pedras portuguesas a observar Niemayer.
De um túnel ao outro somos cariocas apaixonados, paulistas solitários, cearenses encantados. Somos o povo que por ti se apaixonaste.
Abrir a janela e ver a baia, sentir a maresia enroscaste nos corpos nus de uma noite de insano amor pelo Rio de Janeiro a dezembro. Seremos sempre janeiro, seremos sempre fevereiro. Seremos sempre mais um mês a esperar, a esperar por ti Janeiro.

2 comentários :

  1. Rodrigo disse...

    eh..nas ruas do mar, sentimos a maresia chegar...mas so nos damos conta dela qdo estamos longe. Eh, o rj continua sendo...o meu mundo..o meu paraiso, cujos os probles nao troco, pois sei que se eu me for, o barulho das ondas me ocoarao nos ouvidos. O mar falta me fará, nao apenas nos dias de sol, mas principalmente qdo sentir a falta dos amigos q um dia estiveram ao meu lado saboreando a cerbeja e lamuriando problemas...é assim, sou feliz...e agradeço por poder ouvir como consolo Copacabana, e por ter um Arpoador para refletir!...

  2. Aninha Gomes disse...

    NOssa me fez lembrar quandop eu morei em Natal... e não tinha ideia de quanto um lugar me faria sentir tanta falta.... tudo aqui ao meu ver, tem mais cor...